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Fé Esperança Caridade - Virtudes chamadas teologais porque têm a Deus por objeto de modo imediato. Pela fé nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos. A minha Fé não é achar que Deus fará o que eu quero, mas basea-se na certeza de que Ele fará por mim tudo o que preciso.

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As pessoas passam, as obra permanecem. Ninguém é obrigado a gostar de alguém, mas existe uma coisa que se chama: respeito. Nunca sabemos onde a vida nos levará. Tropeços... Valores... Reviravoltas... No final do caminho, as diversidades mais difíceis, não nos matam - nos tornam mais forte.
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Acima de tudo agradeço a Deus por tudo que tenho e sou. Não há como renegar as minhas origens.
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

O BRASIL DOS BRASILEIROS

Do link http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/index.php?not=4549


Publicada em:26/05/2009

O BRASIL DOS BRASILEIROS
Eliseu Pereira*

Acho curioso quando falamos do brasileiro na terceira pessoa como se não fôssemos brasileiros e do Brasil como se não fosse o nosso país. Quando dizemos “o brasileiro é isso ou aquilo”, deixamos de perceber que falamos de nós mesmos e quando dizemos que “o Brasil é assim ou assado”, estamos maldizendo o nosso bendito país! Ao contrário, deveríamos dizer “nós, brasileiros, somos isso ou aquilo” ou “nosso país é assim ou assado”, porque então aproveitaríamos melhor a autocrítica para promover a nossa conscientização e participação política. Afinal, quem é "o brasileiro" senão eu e você?
Não se trata de mera alteração de nosso discurso, mas de adotar uma postura mais honesta em relação ao país, ao governo e à sociedade. Até quando reproduziremos nossas heranças culturais de apenas explorar o Brasil como se não fosse o nosso país? Até quando enxergaremos a coisa pública como se fosse a "téRinha", procurando apenas usar e abusar de nossos recursos e depois ir embora? Pode chegar o dia — e não está longe — em que não haja mais o que explorar, em que não haja mais para onde ir. Neste dia, teremos de decidir por a mão na massa e cuidar de nossa terra e de nossa gente ou então será o fim.
Afinal, ser uma democracia não é apenas votar. Votar não é apenas apertar o botão da urna. Apertar o botão da urna é participar das decisões, mas não basta. É necessário ser cidadão com pelo menos um pouco de nacionalismo. Ser cidadão não é apenas falar mal do governo, criticar as políticas públicas — do tipo “Esse governo não faz NADA!”, “todo político é ladrão”, e etc. — e generalizar todo mundo por baixo. A crítica pela crítica é vazia e inútil.
Em geral, criticamos nos outros o que nós mesmos costumamos praticar. Falamos mal da política, mas somos alienados. Já paramos para pensar que sem eleitores não há político? Falamos mal do governo, mas continuamos esperando tudo de cima — não de deus, de Brasília mesmo. Já paramos para pensar que sem participação e cobrança, não há desenvolvimento democrático? Falamos mal da TV, mas a assistimos e reproduzimos o que falam sem julgar seu conteúdo. Já paramos para pensar que sem telespectador não há TV? Esperamos que os outros "façam" nosso país, construam nossa nação e resolvam nossos problemas. Já paramos para pensar que se “nós brasileiros”, não assumirmos o nosso país, jamais seremos uma nação?
Queiramos ou não, muitos de nós fazemos parte da elite acadêmica, social e cultural — e alguns, da elite econômica — e temos obrigações para com o nosso país. Se todos pensarem no brasileiro como sendo "o outro" e no Brasil como sendo "terra de ninguém", de fato, nunca haverá “nós brasileiros” e jamais seremos, de fato, “nossa nação”.
Eliseu, brasileiro

* Eliseu Pereira é servidor público e bacharel em administração pública e teologia. Mora em Curitiba e seu email é eliseugp@yahoo.com.br