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"Cada pessoa, por si só, promove a sua indispensável transformação interna, transmutando o pesado chumbo do seu emocional, no ouro reluzente da Evolução Mental."

Fé Esperança Caridade

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Fé Esperança Caridade - Virtudes chamadas teologais porque têm a Deus por objeto de modo imediato. Pela fé nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos. A minha Fé não é achar que Deus fará o que eu quero, mas basea-se na certeza de que Ele fará por mim tudo o que preciso.

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As pessoas passam, as obra permanecem. Ninguém é obrigado a gostar de alguém, mas existe uma coisa que se chama: respeito. Nunca sabemos onde a vida nos levará. Tropeços... Valores... Reviravoltas... No final do caminho, as diversidades mais difíceis, não nos matam - nos tornam mais forte.
Estou de bem com a vida... Faço do escrever a minha terapia ocupacional.
Acima de tudo agradeço a Deus por tudo que tenho e sou. Não há como renegar as minhas origens.
Servir à Marinha:
Uma visão!
Um sonho!
Uma vida!



sábado, 21 de novembro de 2015

TEMPOS DE...




Tempos de... ESPERANÇA ou GLÓRIA?!

 

Por Alessandra Leles Rocha

 
Já no século XVII, Isaac Newton afirmava ao mundo: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos”. Mas, por que a humanidade não consegue entender, hein?

Não, a pergunta não é absurda. Basta abrir os olhos de manhã e passá-los, até de forma displicente, pela mídia impressa e digital para perceber que os dias contemporâneos nos cobram caro as ações, as omissões, as imprevidências marcadas nas páginas de um breve ou longínquo passado. A vida é assim, mais dia menos dia e a tal ‘reação’ nos bate à porta.

Aos que optam pela total alienação em tempos de crise: cuidado! A tentativa de permanecer ‘em cima do muro’, ou ‘en passant’, é mera ilusão. Não se posicionar já é um posicionamento claro. Se não estamos de um lado estamos inevitavelmente do outro, seja para o Bem ou para o Mal.

De repente, dois mil e quinze se despede no auge da instabilidade, tão bem exemplificada pelo sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, que nos apresenta a pós-modernidade através da imagem de alguém que tenta atravessar um lago gelado, cuja superfície está coberta por uma fina camada de gelo; ou a pessoa atravessa correndo, sem olhar para trás, ou enfrenta o risco de afundar nas águas “cortantes”.

Por mais que a imprevisibilidade seja uma marca natural da existência humana, não raras às vezes somos traídos pela tentação de uma zona de conforto, capaz de nos dar certo alento ao estresse de uma vigilância sem fim. O cansaço do cotidiano nos faz parar sobre o gelo e o óbvio inevitável acontece...

A força brutal da realidade é sempre esmagadora. Veja quantos são os estudos a demonstrar o quanto o corpo se desgasta diante da dinâmica social nas médias e grandes cidades, por exemplo. As pessoas tornam-se mais doentes, mais envelhecidas, pela rudeza dos confrontos visíveis e invisíveis que permeiam esses ambientes. O barulho que grita constante e externamente passa a ecoar internamente no inconsciente individual e coletivo.

Mas a metáfora do lago gelado nos faz esquecer quão grande ele é, da incomensurável dimensão da vida, e no final das contas, apesar do medo de afundar nas suas águas friamente pontiagudas, contrariamos a lógica e nos permitimos enredar pela pressa desmedida, imprevidente, que não equilibra a energia suficiente para não sucumbirmos ao cansaço físico, mental, social dessa longa travessia.

Ninguém cuida de você melhor do que você. Ninguém sabe o que é melhor para você do que você. Hora, então, de uma nova ação, de ir contra ao afundar-se sem impor resistência. Buscar na reação o aprendizado da sobrevivência. Buscar na reação a razão de consertar os erros, os cálculos, as projeções equivocadas ou desajustadas.  Devolver o significado e a importância à própria existência, descobrindo que a si mesmo pertence essa significação e não ao mundo.

Em certa ocasião perguntaram ao Dalai Lama, o líder oficial do governo tibetano em exílio, o que mais o surpreendia na humanidade e ele respondeu: Os homens... Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido”.  

Não é a coragem que parece faltar ao ser humano; mas, a sua esperança. Haja vista a sucessão de atos nomeados pela estupidez corajosa entre nós. Não nos esqueçamos: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade...”; apesar do caos contemporâneo disseminado pelo mundo, quem sabe não se faça luz? Quem sabe o gelo não nos acorde do torpor? Quem sabe...