Sou mais um entre tantos...

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A FILOSOFIA E A MISSÃO DESTE BLOG INCLUI A DIFUSÃO DA CULTURA E A UTILIDADE PÚBLICA.

"Cada pessoa, por si só, promove a sua indispensável transformação interna, transmutando o pesado chumbo do seu emocional, no ouro reluzente da Evolução Mental."

"Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar." (Carlos Drummond de Andrade)

Fé Esperança Caridade

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Fé Esperança Caridade - Virtudes chamadas teologais porque têm a Deus por objeto de modo imediato. Pela fé nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos. A minha Fé não é achar que Deus fará o que eu quero, mas basea-se na certeza de que Ele fará por mim tudo o que preciso.

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O BRASÃO

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Meus livros são minha essência.
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ALGUNS LIVROS DE MINHA AUTORIA.

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As pessoas passam, as obra permanecem. Ninguém é obrigado a gostar de alguém, mas existe uma coisa que se chama: respeito. Nunca sabemos onde a vida nos levará. Tropeços... Valores... Reviravoltas... No final do caminho, as diversidades mais difíceis, não nos matam - nos tornam mais forte.
Estou de bem com a vida... Faço do escrever a minha terapia ocupacional e dedilho os primeiros acordes em teclado Yamaha.
Acima de tudo agradeço a Deus por tudo que tenho e sou.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

MISSÃO CUMPRIDA...

 
 
 
 
 
 

Agradeço o apoio recebido dos Parentes, Amigas e Amigos.
Em particular ao Amigo Jose Américo Lima Cerqueira
que articulou o contato com a Casa Ronald McDonald.
Sozinho eu não teria alcançado o objetivo.
 
 
 
 
ROTAS DA LIBERDADE
Análise (lesta) da obra de Elvandro Burity
(*) Mhario Lincoln
Recebi com muita satisfação a última obra escrita do eminente membro da Academia Poética Brasileira, escritor Elvandro Burity, cujo título é o mesmo acima, “Rotas da Liberdade”, onde ele, de forma consistente, analisa a questão das imigrações tão discutidas pelos meios de comunicação mundiais e, especialmente, pelas entidades civis ligadas aos Direitos Humanos e suas ramificações.
Sabe-se, de antemão, que esses deslocamentos migratórios integram, há bastante tempo, a natureza humana. Isso, sem dúvida, é muito interessante a partir do momento em que li, também recentemente, na revista “Nature”, estudo muito de pesquisadores da Universidade de Bolonha e de Cambridge, envolvendo 379 genomas de 125 pessoas, levando a crer que entre 130 e 120 mil anos atrás, houve uma primeira migração para fora da África, fato que levaria à população do Sudeste da Ásia e Austrália. 
Afora isso, as grandes migrações anteriores eram geralmente levadas por necessidades outras; que não, as grandes migrações que vem acontecendo desde meados do século XX, até nossos dias, decorrente de diferentes fatores, como até mesmo adventos tecnológicos, passando pelo impacto da problemática econômica, guerras, má administração política, fome e etc. 
Porém, a partir dos atentados às Torres Gêmeas de Nova York, e outros, em diversos países, esses, acabaram por influenciar negativamente no aceite de refugiados, pois esses insanos ataques acabaram por influenciar e endurecer as políticas imigratórias, gerando suspeitas generalizadas, pertinentes a muitos estrangeiros, inclusive aos solicitantes de proteção internacional. 
E no meio de tudo isso ainda excitou medos e preconceitos xenófobos, dificultando ainda mais as condições de refugiados civis que procuram outros países (especialmente da Europa), para suas sobrevivências. 
Para que se tenha ideia de como essa obra de Elvandro Burity tem pertinência, basta conferir os números dos pedidos de asilo, em 2015: foram mais de 34 mil pessoas que, mesmo de forma irregular, procuraram asilo em determinados países. (Dados da Agência Frontex), responsável pelo monitoramento de fronteiras. 
Em seu relatório consta: “Em julho, esse fluxo atingiu seu pico: mais de 107 mil pessoas chegaram ao continente em busca de abrigo. A Alemanha anunciou pelo menos 800 mil pedidos de asilo.” 
E mais: segundo a ‘Human Rights Watch’, o contingente de 300 mil recém-chegados ao continente europeu representa apenas 0,06% da população da União Europeia.
O fato é, segundo análise do livro, em prefácio assinado por Elson Burity, irmão do autor, “(...) por mais que os casos se repitam através dos tempos, as migrações dos povos não param de ocorrer em diversas partes do mundo, chegando atualmente nos países mais desenvolvidos da Europa(...)”.
E não param mesmo. Por isso, a ideia do autor em desfolhar esse tema por demais difícil. Na verdade, esse livro é um pequeno guia sobre (I)Migração, pois tem a coragem de explicitar (como uma colcha de retalhos), várias informações colhidas através de pesquisas responsáveis, inclusive com dados da “Anistia Internacional”, sobre essa que é considerada uma das maiores crises de refugiados desde a Segunda Grande Guerra Mundial.
Logo às primeiras páginas, diz o autor: “O Mundo precisa exigir dos líderes governamentais que coloquem as pessoas acima das fronteiras, criando rotas seguras para a entrada de refugiados.”
Poeta, escritor, premiado inclusive na França, com passagem memorável por alguns anos pela Inglaterra, Elvandro Buritiy, neste livro, toca num assunto pouco analisado aqui no Brasil e quando discutido, inclue-se pitadas de política ideológica, destoando da problemática principal: Políticas Públicas que Defendam os Refugiados e dê segurança de vida, de saúde e de trabalho a eles.
O Brasil precisaria discutir mais essa problemática, especialmente porque já começaram a chegar imigrantes de países da América Latina, através de nossas fronteiras. Precisaria começar a tratar de forma civilizada, porque mesmo na Europa, a falta de unidade entre os países do continente, na resposta aos pleitos de abrigo, deixam muito a desejar quando se trata de soluções mais humanas. 
Leiam o que diz Martijn Pluim, diretor do Centro Internacional para o Desenvolvimento de Política Migratória. “As respostas de alguns países têm sido pautadas mais por políticas populistas domésticas do que por julgamento racional. Alguns governos preferem ouvir a parte xenofóbica de seu eleitorado – que existe em qualquer país –, em vez de mudar o foco do debate.”
Elvandro Burity, nesse livro-guia, por sua vez, acaba publicando números estarrecedores (dos últimos 10 anos). Por exemplo, 1 em cada 113 pessoas estão deslocadas de suas origens. No Planeta, as crianças são metade dos refugiados. E mais: 75 mil crianças que pediram refúgio viajaram sozinhas ou separadas de seus pais. O livro aborda, igualmente os casos de ‘Migração Forçada”, envolvendo mulheres e trabalhadores escravos. E esse ponto foi até mesmo motivo de homilia do Papa Francisco.
Outro dado impressionante, mostrado em ROTAS DA LIBERDADE: “A mega crise causada pelas interconexões entre os conflitos do Iraque e da Síria empurraram 15 milhões de pessoas para o êxodo, sem esquecer que os enfrentamentos na África continuam a forçar centenas de milhares de pessoas a abandonarem seus lares(...)”.
Há em meio à essa realidade estarrecedora, no entretanto, vários momentos em que o autor não consegue esconder seus ‘insights’ poéticos. 
Inclusive, com muita propriedade, cita Rubem Alves: “Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama, fica eterno”. Burity, então, complementa: “Pois é (...) Temos tantas leis, códigos, doutrinas, regras, se nos falta a consciência”.
Estou satisfeito por ter lido essa pequena obra de 80 páginas, mas que nelas, há um imenso Mundo de gente gritando por socorro. Sabiamente, Elvandro Burity coloca o ponto final em seu livro, após citar Herbert Spencer (1820-1903): ‘Ninguém pode ser completamente  livre até que todos os sejam”.
Parabéns Elvandro Burity (da APB).
Mhario Lincoln
Presidente da Academia Poética Brasileira
Curitiba, 04.04.2018