Ouso escrever.

The end is just a new beginning. So help me God and keep me step fast.

A FILOSOFIA E A MISSÃO DESTE BLOG INCLUI A DIFUSÃO DA CULTURA E A UTILIDADE PÚBLICA.

"Cada pessoa, por si só, promove a sua indispensável transformação interna, transmutando o pesado chumbo do seu emocional, no ouro reluzente da Evolução Mental."

"Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar." (Carlos Drummond de Andrade)

Fé Esperança Caridade

Fé Esperança Caridade
Fé Esperança Caridade - Virtudes chamadas teologais porque têm a Deus por objeto de modo imediato. Pela fé nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos. A minha Fé não é achar que Deus fará o que eu quero, mas basea-se na certeza de que Ele fará por mim tudo o que preciso.

Filiado a International Writers Association

Meus livros são minha essência e a minha terapia ocupacional.
CRÉDITO DE IMAGENS
Algumas obtidas na internet e formatadas com programas "freeware".


ALGUNS LIVROS DE MINHA AUTORIA.

ALGUNS LIVROS DE MINHA AUTORIA.
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O brasão


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SOLENIDADE NA AMACLERJ...

No dia 26 de outubro realizou-se solenidade de Posse de Acadêmico Efetivo e Honorário.
 
 
 
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A Mesa Diretora
 
Ao Centro o Presidente da AMACLERJ - Acad. Antônio Alberto Rocha
A direita deste  representando o Grão-Mestre Geral do GOB o Irmão Sergio da Conceição Martins.
A esquerda do Presidente representando o Grão-Mestre do GOB-RJ o Irmão Aildo Virginio Carolino (Grão-Mestre Adjunto e Membro Efetivo da AMACLERJ)
A esquerda do Grão-Mestre Adjunto-  o Presidente da AMACLERJ biênio 2013/2015
Abaixo a direita da fotografia os neoacadêmicos Sra. Dyandreia Valverde Portugal (Honorária) e a esquerda desta o Irmão Dirceu Gonçalves Lima (Efetivo).
 
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A solenidade foi aberta sob os acordes do Hino Nacional Brasileiro
 
 
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Coadjuvantes da Mesa Diretora
 
Acad. Ademilton Madureira Lima
Presidente do Conselho Administrativo
 
 
                                                      
                         Acad. Elvandro Burity                              Acad. Marcos Aurélio Ferreira de Souza
             Vice-presidente e Mestre-de-cerimônias                                     Secretário
 
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Auditório
 
 
 
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Posse dos Acadêmicos
 
Neoacadêmico Irmão Dirceu Gonçalves Lima
Cad. 29 - Quintino Bocaiuva
 
 
Acadêmica Honorária
Sra. Dyandreia Valverde Portugal
 
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Entrega do livro sorteado de Cora Coralina
doado pelo Acad. Eurípedes de Mattos da Silva
 
Contemplado o Sr. Walter Antônio Santos - Diretor de Comunicação Social da ABRAMMIL.
Exemplar entregue pelo Presidente da AMACLERJ.
 
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Hino da AMACLERJ
(Letra do Acad. Elvandro Burity
Música Acadêmicos Alceu Reis e João Eudes)
Cantado à capela pelo Acad. João Eudes
 
 
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Após a solenidade o tradicional ágape
 

 
  
 
 
 
 

sábado, 24 de outubro de 2015

ÊTA AMOR...

 
 
 
Êta amor
enlouquecido...
Amor egoísta
possessivo.
 
Êta amor...
sem limites...
Amor quase
desvairado.
 
Êta amor...
acorrentado...
Instinto
abstrato.
 
Êta amor...
orquestrado...
Por um ser
rejeitado.
 


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ONU

 
 Image result for onuA ONU foi criada após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo principal de manter a paz e a segurança internacionais, propósito que resulta claramente do preâmbulo da Carta das Nações Unidas.
 
A Carta das Nações Unidas consagra o Estatuto da ONU e foi assinada por representantes de 50 países em São Francisco a 26 de Junho de 1945, no final da Conferência das Nações Unidas sobre a Organização Internacional.
 
A Declaração das Nações Unidas foi assinada por representantes de 26 nações que se encontravam em guerra com as Potências do Eixo. Entre aquelas contava-se a Polônia, que não participou na Conferência de S. Francisco. Deste modo, são 51 os Estados membros originários. Mas a ONU está aberta a todos os Estados pacíficos que aceitem as obrigações da Carta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

TRANSPLANTE DE CORAÇÃO...

Euryclides de Jesus Zerbini

07/05/1912, Guaratinguetá (SP)
23/10/1993, São Paulo (SP)
 
 
[creditofoto]
O dr. Euryclides de Jesus Zerbini foi o quinto médico do mundo a realizar o transplante de coração. Ele dizia: "Operar é divertido, é uma arte, é ciência e faz bem aos outros".

Em 1935, com 23 anos formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo e, mais tarde, especializou-se no Hospital das Clínicas em cirurgia geral. Nos Estados Unidos estudou cirurgia toráxica, cardíaca e pulmonar. Começou a dedicar-se à cirurgia intracardíaca em 1945.

Em 1957 iniciou experiências para abertura do coração, em animais, utilizando circulação extracorpárea. Na Universidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, foi colega do dr. Christian Barnard, o primeiro cirurgião a realizar um transplante cardíaco.

Em 26 de Maio de 1968, realizou-se no Hospital das Clínicas, em São Paulo, pela equipe de Zerbini, o primeiro transplante de coração da América Latina. Realizado sem a droga ciclosporina, capaz de evitar a rejeição do órgão transplantado pelo organismo, o paciente viveu somente cerca de um mês. Em 1985, com descoberta da droga, a mesma cirurgia foi realizada com grande sucesso em um paciente portador da doença de Chagas.

O último transplante de coração feito pelo Dr. Zerbini e sua equipe aconteceu em 7 de janeiro de 1969. O êxito do cirurgião foi de grande importância não só nos meios científicos nacionais, mas também internacionais, trazendo para o país a admiração e o respeito das outras nações e tornando o Brasil um dos mais avançados centros de cirurgia cardiológica do mundo.

Professor da USP, criou o Centro de Ensino de Cirurgia Cardíaca, que se transformaria no Instituto do Coração (Incor), em 1975. Mais tarde, fazendo parte do Incor, surgiu a Fundação Zerbini para o Desenvolvimento da Bioengenharia, que também exporta tecnologia. Durante seus 58 anos de carreira, recebeu 125 títulos honoríficos e inúmeras homenagens de governos de todo o mundo. Realizou mais de 40 mil cirurgias cardíacas, pessoalmente ou por meio de sua equipe.
 
Como é feito um transplante de coração?
 
Há duas técnicas principais. Uma delas é chamada de clássica e a outra de bicaval. A diferença básica está no quanto de tecido do coração velho permanece no corpo do transplantado. A bicaval é a técnica que usa menos "sobra" do antigo órgão. Permanece no paciente apenas um restinho do átrio esquerdo (uma das quatro câmaras que formam o coração), que é conectado ao novo órgão. Hoje a cirurgia bicaval é usada em cerca de 60% dos transplantes realizados no mundo.
 
No Brasil, só em 2003, foram realizados 175 transplantes desse órgão. No planeta são mais de 3 mil casos por ano. A freqüência com que a cirurgia é feita mostra que ela não é mais um mistério. Mas, em dezembro de 1967, todos ficaram assombrados quando o médico sul-africano Christian Barnard fez o primeiro transplante de coração inter-humanos. Apenas cinco meses depois, em maio de 1968, o cirurgião brasileiro Euryclides de Jesus Zerbini, que havia estudado com Barnard nos Estados Unidos, fazia o primeiro transplante na América Latina e o quinto do mundo! Apesar de hoje essa operação ser superconhecida, ela só é utilizada como último recurso. "Primeiro tentamos o uso de medicamentos ou uma cirurgia convencional.
 
O transplante só é indicado para pacientes em fase de evolução avançada de uma doença cardíaca", diz o cirurgião cardíaco Noedir Stolf, chefe do setor de transplantes do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo. Isso porque a operação envolve vários fatores de risco, como infecções e a possibilidade de o novo coração ser rejeitado pelo organismo do paciente. Mesmo assim, o índice de sobrevivência após o transplante é grande. "Ele é de 80% durante um ano ou mais. Com o passar do tempo, claro, esse índice vai se reduzindo. Até chegar a cerca de 50% de chance de o transplantado sobreviver ao longo de dez anos ou mais", afirma Noedir. Pode parecer pouco, mas para quem tinha um órgão cambaleante e estava à beira da morte, é como nascer de novo.
 
 
 
 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O IMPORTANTE É SER FELIZ..

Na palavras do psicanalista Edmilson Coelho de Oliveira:
- Não existe um tempo estabelecido para as pessoas ficarem sozinhas.
Na curva da história da vida de cada um, haverá um momento no qual o relógio interno anunciará que uma nova fase da vida está à sua disposição. É uma decisão do coração, não da mente.
Edmilson orienta que tudo é muito simples:
" É como seguir a seta que o coração aponta para o "norte magnético da felicidade."
Para polemizar. Será?
De certo ponto de vista, talvez seja quase impossível o ser humano manter-se fiel a si mesmo, num mundo em que, em geral, os fins estão a justificar os meios.

Deixando as conclusões para o leitor, consideremos que a sensação de estar feliz é  algo como uma borboleta, quanto mais você a persegue, mais ela se esquiva.
Mas se você se envolver com outras coisas, ela acaba pousando no seu ombro.
 (Adaptação feita ao texto de Henry David Thoreau -  1817/1862 crítico da ideia do desenvolvimento
 autor do ensaio Desobediência Civil uma defesa da desobediência
civil individual como forma de oposição legítima frente a um estado injusto.)

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

MEMBRO HONORÁRIO...

Agora estou Membro Honorário da
    

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

UM POUCO DE HISTÓRIA...

Um pouco de história...

No dia 9 de outubro de 1915 - As tropas alemãs e austríacas invadem Belgrado.

sábado, 26 de setembro de 2015

PROJETO POESIA VIVA

Projeto Poesia Viva em parceria com a SME de Mariana edita livro de Aldravias e Haicais de alunos da Rede Municipal de Ensino
(Público alvo - alunos de Distritos e EJA)
 
Existe uma coisa que os alunos precisam quando retornam à escola: MOTIVAÇÃO! A motivação é porta para o conhecimento. E a motivação vem das palavras de afeto e valorização; a valorização vem através do olhar atento com o outro; a motivação vem através de palavras positivas – VOCÊ pode. Você consegue!! Você faz POESIA!!!
A Prefeitura de Mariana, através da Secretaria Municipal de Educação, firmou parceria com escritores da região, com objetivo de incrementar o conteúdo da Língua Portuguesa em escolas da Rede Municipal de Ensino, através de oficinas ministradas por poetas, com participação e envolvimento de alunos e professores, para incentivar o prazer pela leitura e criação poética.
Os poetas José Benedito Donadon Leal e Andreia Donadon Leal, auxiliados por professores, mostram para um público de alunos de escolas situadas em bairros e distritos da cidade, no transcurso do ano letivo, suas experiências poéticas em oficinas literárias previamente agendadas e planejadas, utilizando como suportes duas formas sintéticas: o haicai e a aldravia.
Haicai é poema de origem japonesa de dezessete sílabas distribuídas em três versos, que chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje é produzido em todo o território nacional, estudado em todos os níveis escolares e é eficaz tipo de texto para leitores de todos os anos do Ensino Fundamental. ALDRAVIA – forma poética criada pelos poetas aldravistas de Mariana, com a possibilidade de se ter o máximo de poesia no mínimo de palavras. O poema é constituído de 6 (seis) versos univocabulares, a produção de um poema que condense significação em apenas o6 palavras, com máximo de poeticidade, sem que isso signifique extremo esforço para sua elaboração.
As oficinas auxiliam alunos a aliarem o sentimento com a construção textual durante a criação poética. Essas formas sintéticas de poesia são propícias para a verbalização de sensações, transformando informações simples em elaborações poéticas. Por meio das Aldravias e dos Haicais, alunos e professores aprendem a verbalizar o sentimento, os sentidos, observando atentamente as imagens, para tirar linguagem poética daquilo que eles veem, sentem e ouvem.
O oferecimento de oficinas literárias com escritores nas escolas da Rede Municipal de Ensino eleva a experiência de ler e de produzir poesias, atuando diretamente nos mecanismos de percepção do que cada um vivencia no momento em que é convidado a observar algo e relatar, com linguagem simples e altamente poética, os sentimentos diante das coisas e dos aspectos que a natureza e a vida nos oferecem a todo instante. Através das oficinas ministradas, a comunidade escolar é também incentivada a produzir poesias que são selecionadas, divulgadas no ambiente virtual, posteriormente encaminhadas para concurso literário, e publicadas em livro.
A contribuição deste projeto para a melhoria da qualidade dos serviços da Prefeitura Municipal de Mariana é a de ampliar oportunidades aos cidadãos, que, leitores proficientes e conscientes, saberão melhor analisar as demandas de suas comunidades. Dessa forma, o “Projeto Poesia Viva” induz a elaboração de outros projetos na medida em que apresenta resultados práticos tais como: produção poética de alunos publicadas no ambiente virtual (facebook) e em livro, ampliação do contingente de leitores interessados em utilizar as Bibliotecas do Município.
Entre os benefícios a serem alcançados, destaca-se também o de ampliar o número de pessoas interessadas no produto cultural que caracteriza a cidade de Mariana – a POESIA. Assim, o legado de Santa Rita Durão, Cláudio Manuel da Costa, Alphonsus de Guimaraens e dos Poetas Aldravistas se torna real, e produto para elaboração de outros projetos que desenvolvam a escrita e a leitura.
Este livro representa a vitória de cada aluno que vai para a escola para se aprimorar. Este livro, de qualidade esmerada é reconhecimento ao esforço, à criatividade, à capacidade de cada um de vocês. Beth Cota - Secretária de EducaçãoAndreia Donadon Leal - Professora-  J.B.Donadon-Leal - Professor-poeta
Mais ações do Projeto
TOP CULTURA PREMIA PROJETO POESIA VIVA

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PALESTRA...

Convidado pela Presidente do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - InBrasCI - onde estou ocupando a 2ª Vice-presidência, no dia 21 de setembro, realizei palestra abordando o tema: 30 ANOS SEM CORA CORALINA.
Naquela ocasião, recebi o Certificado de Membro Benemérito daquele sodalício.

domingo, 20 de setembro de 2015

RECOMENDAMOS...

Pela excelência do trabalho

Prevenção contra a exploração sexual

 e o tráfico de seres humanos. 

Recomendamos  que acessem




 


Parabéns Lúcia Amélia pelo trabalho bem realizado.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ORGANIZAÇÃO DOS PAISES EXPORTADORES DE PETRÓLEO

  
 
Informações básicas sobre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo

 

Organização dos Países Exportadores de Petroleo
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo, mais conhecida como OPEP, surgiu em setembro de 1960, na Conferência de Bagdá. A organização foi criada em resposta às cotas de importação que os Estados Unidos determinaram sobre bens como o petróleo. Irã, Iraque,Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela concordaram em formar uma aliança para proteger seu petróleo e seus interesses financeiros. Os objetivos da OPEP são coordenar as políticas petrolíferas entre seus membros, produzir uma quantidade de petróleo eficiente, regular às nações consumidoras e garantir retornos favoráveis para os investidores. As críticas da organização intergovernamental estão relacionadas à idéia de que a OPEP é um cartel e exerce controle sobre o fornecimento e os preços do petróleo. Os atuais membros da OPEP também incluem a Argélia, Angola, Equador, Indonésia, Líbia, Nigéria, Catar e Emirados Árabes Unidos.
INFORMAÇÕES GERAIS
MatrizViena, Áustria
FundadoresIrã, Iraque, Arábia Saudita e Venezuela
Data de fundaçãoSetembro de 1960
Descrição do emblema/ logotipoBranco com fundo azul ou azul com fundo branco.
ObjetivoCuidar dos interesses de seus países-membros, especialmente no que diz respeito ao petróleo. A OPEP também procura coordenar as políticas petrolíferas dos países-membros e estabilizar os preços nos mercados de petróleo.
Principais cargos / órgãosChakib Khelil, presidente; Abdalla Salem El-Badri, secretário geral; Dr. Ibibia Lucky Worika, advogado sênior; Abdullah Al-Shemiri, chefe de gabinete do secretário geral.
MembrosIrã, Iraque, Arábia Saudita, Venezuela, Argélia, Angola, Equador, Indonésia, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Quantidade estimada de funcionáriosNão divulgado
Website oficialhttp://www.opec.org/home/
Principais esforçosA maioria dos principais trabalhos da OPEP refere-se aos preços e mercados de petróleo – o grupo pode restringir o fornecimento para manter os preços elevados ou aumentar o fornecimento para moderar os preços.
AbrangênciaA OPEP controla uma boa porção do petróleo do mundo e, por esse motivo, possui influência global.
Para mais informações sobre a OPEP e outras organizações, leia também:
Fontes

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

CURIOSIDADES

Recebido por mensagem eletrônica

Curiosidades:
 

Ano:2015
Década:2010
Século:XXI
Milênio:
 
(10 de Setembro) é o 253.º dia do ano no calendário gregoriano (254.º em anos bissextos). Faltam 112 dias  para acabar o ano.

A História do Jornal no Brasil

A atividade da imprensa no Brasil chegou com a vinda da família real portuguesa, em 1808, já que, até então, por ser uma colônia, não era permitida, no país, a publicação de jornais, livros ou panfletos. Assim, o primeiro jornal impresso do Brasil – a Gazeta do Rio de Janeiro – circulou, pela primeira vez, no dia 10 de setembro de 1808. Anunciado como semanário, o jornal na semana seguinte ao lançamento já passava a bissemanais. Apesar de ser o jornal oficial da corte, e, por isso, órgão oficial do governo português, a Gazeta, que era dirigida por Frei Tibúrcio José da Rocha, se apresentava como independente. No entanto, o periódico divulgava notícias sobre os príncipes da Europa, festejos natalinos e tudo mais relacionado a corte.

O Primeiro Jornal Brasileiro
 
No Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro é considerada a primeira publicação, no entanto, em 1º de junho de 1808, o brasileiro Hipólito José da Costa, exilado em Londres, criava o Correio Brasiliense, o primeiro jornal brasileiro fora do país. O jornal era a primeira publicação regular livre de censura, em língua portuguesa. Editado mensalmente, o jornal foi publicado ininterruptamente até dezembro de 1822, sempre em Londres. Para chegar ao Brasil, o jornal vinha por navio, uma operação que demorava quase um mês. Enquanto a Gazeta dava ênfase às notícias relacionadas a reis e rainhas, o Correio era um jornal voltado para atacar “os defeitos da administração do Brasil”, segundo o criador do periódico. O jornal Correio Braziliense, editado hoje em Brasília, recebeu o nome como homenagem ao antigo periódico.
Gazeta do Rio de Janeiro A Gazeta do Rio de Janeiro – Primeiro Jornal Brasileiro
 
Apesar das transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas no Brasil desde a chegada da família real, a situação da imprensa não se alterou antes de 1821. A censura à imprensa vigorava no país. Em 1821, devido às decisões da Corte portuguesa, as restrições à imprensa diminuíram, e uma imprensa política começava a surgir. No entanto, apesar de a liberdade de imprensa já estar garantida na primeira Constituição brasileira outorgada por D. Pedro I, em 1824, a censura à imprensa no Brasil terminou somente em 1827, ainda no Primeiro Reinado.
 
A partir de 1822 até 1840, proliferaram tipografias, panfletos e jornais no país. Porém, enquanto que alguns jornais prosperavam e viviam da publicidade, os jornais de partidos ou criados e mantidos por militantes não apresentavam uma organização e, por isso, duravam poucos meses. Entre os jornais cariocas da época do Império pode-se destacar a Gazeta de Notícias e O Paiz, os maiores jornais de então. Outras publicações de importância foram o Diário de Notícias, o Correio do Povo, a Cidade do Rio, o Diário do Commercio, a Tribuna Liberal, o Jornal do Commercio e a Gazeta da Tarde.
O caricaturista, ilustrador e jornalista Ângelo Agostini foi uma das maiores personalidades da imprensa brasileira no século XIX. Numa época em que a fotografia ainda era rara e cara, o ilustrador tinha o poder inegável de construir o imaginário visual da sociedade.

O Desenvolvimento dos Jornais no Brasil

Ao longo do Segundo Reinado (1840-1889), começaram a surgir jornais mais estáveis e estruturados. O número de títulos até diminuiu num primeiro momento, mas as edições e as tiragens aumentaram. E, apesar de D. Pedro II ter sido alvo de críticas e caricaturas muitas vezes até agressivas, ele jamais admitiu a censura à imprensa. Nem mesmo perseguiu os jornais que pregavam a mudança da forma de governo.
O desenvolvimento dos jornais intensificou-se na segunda metade do século XIX, quando os títulos mais fortes mudaram de formato, abandonando o tamanho pequeno, característico da fase inicial, incorporaram prelos mais modernos e instalaram-se em prédios construídos especialmente para abrigá-los. A maioria dos diários fundados no século XIX deixou de circular, porém, daquela época ainda permanecem em circulação o jornal O Fluminense, em Niterói, e O Estado de S. Paulo, em São Paulo.
No Segundo Reinado, os jornais passaram a ser mais segmentados. Além dos jornais políticos, surgiram periódicos voltados, por exemplo, para o público feminino e para os imigrantes. No campo ideológico, a segmentação ocorria entre os jornais que apoiavam a monarquia e a república e entre abolicionistas e partidários da escravidão. O debate, a defesa dessas causas eram sempre através dos jornais.
Com a construção de ferrovias durante o Império até o início da República, a distribuição dos jornais foi facilitada. Outro ponto positivo foi a implantação de linhas telegráficas, já que com elas, as informações chegavam mais rapidamente às redações. O custo e as condições de transmissões via telégrafo ainda não eram ideais, por isso não favoreciam o envio de mensagens longas. No entanto, já era possível aos jornais das maiores cidades brasileiras receber informações sobre os principais acontecimentos no mesmo dia em que ocorriam.
Com a chegada da República Velha (1889-1930), novas transformações ocorreram na imprensa brasileira. O cerceamento da liberdade e os atos de violência eram constantes, principalmente contra os jornais que se mantinham monarquistas, como pode-se notar através do decreto baixado pelo Governo Provisório, em 23 de dezembro de 1889, que alertava: “os indivíduos que conspirarem contra a República e o seu governo; que aconselharem ou promoverem por palavras escritos ou atos a revolta civil ou a indisciplina militar… serão julgados por uma comissão militar… e punidos com as penas militares de sedição”. No entanto, apesar da repressão à liberdade de imprensa, surgiram, nesse período, publicações voltadas para a classe operária e para as comunidades imigrantes.
Enquanto que os jornais acompanhavam o surgimento de mais uma fonte de informação, – o rádio, que chegou ao Brasil em 1923 –, eles também se modernizavam. Foi na chamada República Velha que os principais jornais brasileiros incorporaram máquinas de escrever à redação e à área administrativa, e adquiriram novos linotipos para acelerar a composição e novas rotativas que permitiam aumentar as tiragens e melhorar a qualidade da impressão. Nesta fase, surgiram novos títulos como O Globo e Monitor Mercantil, no Rio de Janeiro, Folha da Noite (hoje Folha de S. Paulo), e Gazeta Mercantil, em São Paulo.
Máquina de Linotipo A Máquina de Linotipo
Entre a Revolução de 1930 e o fim do Estado Novo (1945), a imprensa brasileira acompanhou de perto todas as transformações políticas ocorridas no país. E não foram poucas. Houve a instabilidade do Governo Provisório, a Revolução de 1932, a criação da Constituição de 1934 e o estabelecimento do Estado Novo em 1937. Em função dos acontecimentos, a imprensa chegou a se posicionar claramente, tendo, inclusive, apoiado a Revolução de 1932, ficando ao lado dos que reivindicavam eleições livres e uma Constituição.
No entanto, com o golpe de estado de 1937, a imprensa novamente passou a ser perseguida, e a liberdade de imprensa cerceada. O Estado passou a controlar mais de perto o que saia nos jornais, já que através de uma carta constitucional, tornou a imprensa um serviço público, tornando-a sujeita ao controle estatal. Porém, em 1939, o governo mostrou novamente o seu poder e criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). O objetivo do DIP era censurar toda a produção jornalística, cultural e de entretenimento, produzir conteúdos e controlar o abastecimento de papel. Os profissionais de imprensa eram vigiados pela polícia, os jornais eram submetidos à censura e obrigados a publicar propaganda estatal e o financiamento ao fornecimento de insumos para a produção dos jornais podia ser suspenso. Com o DIP em ação e a exigência de autorização para a circulação de publicações, 420 jornais e 346 revistas foram vetados.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a imprensa iniciou um novo ciclo de modernização tecnológica, com o investimento em novos equipamentos. Nas redações, foram adotados novos modelos de técnicas jornalísticas inspiradas no modelo norte-americano, como a busca pelo lide, a pirâmide invertida, a diagramação mais atrativa. As empresas jornalísticas passaram ainda por um processo de profissionalização tanto na parte administrativa quanto na parte operacional.
No período de 1945-1964, o Brasil passou por grandes transformações na política e, mais uma vez, a imprensa acabou sofrendo de alguma forma com os acontecimentos. Quando o presidente Getúlio Vargas se suicidou em 1954, em meio a uma crise política desencadeada pelo atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, vários jornais que se opunham ao presidente foram invadidos e tiveram seus equipamentos destruídos. Outra notícia de grande repercussão foi a renúncia à presidência de Jânio Quadros e a chegada do vice, João Goulart, à presidência após a adoção do regime parlamentista. Esses dois episódios contribuíram para tornar o jornalismo político o grande destaque da imprensa brasileira no período.
Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), marcado por um processo de urbanização e industrialização, havia liberdade de imprensa, e as relações entre o governo e os jornais eram, na maioria das vezes, cordiais. Foi durante esse período que começou a crescer a publicidade privada no faturamento de empresas jornalísticas. Foi também nessa época que a TV surgiu no Brasil. No entanto, nem o rádio com sua enorme audiência, nem mesmo a chegada da TV, conseguiram abalar o prestígio dos jornais.

Os Jornais na Ditadura – AI-5 e Censura

Com a chegada dos militares ao poder em 1964, chegava também um novo ciclo de autoritarismo. Quando ocorreu o golpe militar, houve um grande respaldo por parte dos jornais brasileiros, que apoiaram a tomada de poder. No entanto, com o passar dos anos, os jornais foram assumindo uma postura crítica ao regime militar a partir do momento em que o regime se mostrava cada vez mais autoritário. E diante das restrições ao noticiário político e social e da expansão econômica do país, os jornais reforçaram suas editorias de economia.
A imprensa sofreu o seu mais duro golpe com a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5). No dia 13 de dezembro de 1968, o regime militar reintroduziu a censura direta e indireta no país. O cerceamento à imprensa chegava, assim, através de ameaças e vigilância constante sobre jornalistas e editores, além de pressões econômicas por meio de verbas publicitárias oficiais ou a anunciantes privados.
AI-5
O AI-5 reintroduziu a censura no Brasil
Nos anos de ditadura, o Brasil viu também o surgimento de uma imprensa alternativa, cujo conteúdo se caracterizava pelo tom crítico em relação à situação econômica e política do país. Três dos jornais mais importantes da época foram O Pasquim, fundado em 1969, Opinião, criado em 1972, e Movimento, surgido em 1975. Devido à censura ou à falta de suporte financeiro, os jornais alternativos não duraram muito tempo.
Nos anos 70, a imprensa brasileira passou por mais um ciclo de mudanças. Os jornais vespertinos foram desaparecendo gradualmente ou se tornaram matutinos; o número de títulos foi diminuindo; e os jornais com maior número de leitores foram aumentando sua circulação e se modernizando tecnologicamente com a introdução da fotocomposição e da impressão offset.
Em agosto de 1974, o presidente da República, general Ernesto Geisel, anunciou a lenta e gradativa abertura política. No entanto, isso não significou nem o fim do cerceamento à imprensa nem o fim dos atentados aos direitos humanos. Um dos casos de maior repercussão na época foi a morte, ou suicídio por enforcamento segundo a versão oficial, do jornalista Valdimir Herzog, em 25 de outubro de 1975. A imprensa, porém, não ficou a espera do cumprimento de promessas feitas pelo governo; ela aumentou o noticiário crítico ao governo, e repercutiu as manifestações da oposição que exigiam mais liberdade. Nesse período foram fundados jornais como a Folha Dirigida, no Rio de Janeiro.

Jornais – Da Democracia até Hoje

Com o início da redemocratização no Brasil a partir de 1985, e com a promulgação da Constituição de 1988, o princípio da liberdade de imprensa foi consolidado. A importância do papel da imprensa pôde, assim, ser constatado na cobertura das denúncias de corrupção veiculadas pela imprensa durante o governo do presidente da República, Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após a redemocratização. As denúncias levaram os brasileiros às ruas para protestar contra o presidente e a exigir o seu afastamento. Submetido a um processo de impeachment, Collor renunciou ao cargo em 2 de outubro de 1992, sendo posteriormente afastado pelo Congresso Nacional em 29 de dezembro de 1992, acarretando a perda de seu mandato e de seus direitos políticos por oito anos.
O surgimento de novas mídias como a TV por assinatura e a internet mexeram com o jornalismo tradicional. Os jornais brasileiros, por exemplo, precisaram se adaptar a elas e, ao mesmo tempo, fazer com que os seus leitores continuassem a prestigiar as edições impressas. Assim, ao mesmo tempo em que investiam em edições online de seus jornais, as empresas jornalísticas continuavam inovando com relação ao conteúdo de suas versões impressas. Ao investir na inovação técnica e editorial, os jornais conseguiram superar os desafios surgidos a partir do nascimento e crescimento de novas mídias.
Atualmente, em pleno século XXI, o temor de que os jornais impressos iriam desaparecer não se concretizou. É verdade que alguns jornais brasileiros deixaram de existir em versões impressas, mas não só por causa do surgimento de novas mídias como a internet, e sim por problemas financeiros, por acúmulo de dívidas contraídas, como por exemplo, em função de perseguições sofridas durante a ditadura militar. Assim sendo, hoje, é possível dizer que tanto os jornais impressos quanto os jornais online se complementam.
 
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DIVULGAÇÃO...

 
 
 
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