Ouso escrever.

The end is just a new beginning. So help me God and keep me step fast.

A FILOSOFIA E A MISSÃO DESTE BLOG INCLUI A DIFUSÃO DA CULTURA E A UTILIDADE PÚBLICA.

"Cada pessoa, por si só, promove a sua indispensável transformação interna, transmutando o pesado chumbo do seu emocional, no ouro reluzente da Evolução Mental."

"Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar." (Carlos Drummond de Andrade)

Fé Esperança Caridade

Fé Esperança Caridade
Fé Esperança Caridade - Virtudes chamadas teologais porque têm a Deus por objeto de modo imediato. Pela fé nós aderimos ao que Ele revelou; pela esperança tendemos a Deus apoiando-nos em seu socorro para chegar a possuí-Lo um dia e vê-Lo face a face; pela caridade amamos a Deus sobrenaturalmente mais do que a nós mesmos. A minha Fé não é achar que Deus fará o que eu quero, mas basea-se na certeza de que Ele fará por mim tudo o que preciso.

Filiado a International Writers Association

Meus livros são minha essência e a minha terapia ocupacional.
CRÉDITO DE IMAGENS
Algumas obtidas na internet e formatadas com programas "freeware".


ALGUNS LIVROS DE MINHA AUTORIA.

ALGUNS LIVROS DE MINHA AUTORIA.
ALGUNS LIVROS DE MINHA AUTORIA - DOWNLOAD? POR FAVOR, CLIQUE NO TÍTULO.

O brasão


quarta-feira, 6 de julho de 2011

PARA DESCONTRAIR...

COMO EXPLICAR SEM OFENDER
Um homem de 90 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:
- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito, doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma estória: tenho amigo que é um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, repentinamente, um urso apareceu na sua frente. Ele sacou, da mochila o guarda-chuva, apontou para o urso e... BANG... BANG... o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! HA!  Isto é impossível - disse o ancião - algum outro caçador deve ter atirado no urso.
- Retrucou o doutor:  - EXATAMENTE!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

SOLENIDADE NO CENTRO DE LITERATURA - FORTE DE COPACABANA


No dia 28 de junho de 2011 em reunião ordinária do Centro de Literatura - Forte Copacabana fui surpreendido, de certa forma, com a entrega do Diploma de Reconhecimento do  Mérito Literário por participar da Antologia em Versos e Prosa 2010 .

O Forte Copacabana tem como Comandante e Diretor do Museu Histórico o Coronel EB - Afonso Henrique Ignácio Pedrosa.


O Idealizador e Coordenador do Centro de Literatura é o Professor Antonio de Oliveira Pereira e a Coordenadora é a Professora Mara Lúcia Vicente Joaquim Miranda.

A capa da Antologia.



A poesia publicada na página 131.

O Diploma.

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Para melhor visualizar clique nas figuras.


domingo, 26 de junho de 2011

TEMA FRATERNIDADE...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ALDRAVIA

Entendo que a "aldravia" é uma maneira de poeticamente dar sentido a seis palavras, onde não é preciso realizar nada de especial, nem desejar o impossível. Nas palavras deve existir um pensamento e um sentido.

Dito isto, teimo e ouso escrever algumas  "aldravias"

NAS
INUNDAÇÕES
RIOS
ALTERAM
SEUS
FEITIOS.



TENTANDO
SER
AMADO
COBIÇO
SEU
CORAÇÃO.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ECOS DA NOITE

Voltar no tempo impossível...
Da noite pro dia...
Passa o tempo fugaz.
Na alegria... Na tristeza...
Vai o tempo escoando...
Da noite pro dia...
Logo tudo será saudade...
Ah!
Se eu pudesse
No tempo voltar...
Da noite pro dia...
Viver do passado!
Nem no lamento.
Os ecos da noite...
Da noite pro dia...
Deixaram saudades...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

UMA ANÁLISE DO ESCREVER

UMA ANÁLISE DO ESCREVER...


Para o psicólogo Julio Peres, escrever é uma maneira eficaz de superar situações difíceis, a partir do momento que a pessoa manifesta suas angústias e sofrimentos. "... À medida que buscamos palavras para descrever alguma situação, conseguimos reestruturar o trauma, processar os sentimentos envolvidos na história e, finalmente, superá-la. E isso tem um natural impacto positivo na saúde", explica."

Portanto, escrever sobre experiências pessoais pode fazer bem à saúde e ajudar a lidar com as próprias emoções.
Os benefícios da escrita não param por aí. O especialista acredita que este tipo de experiência permite ter domínio sobre as próprias emoções, lidar harmoniosamente com os mais diversos eventos e, consequentemente, ter mais autoconhecimento. "Escrever é conhecer melhor a si mesmo. Ao colocar os sentimentos no papel podemos observar e reconhecer as projeções do nosso eu, ampliando o aprendizado sobre nós mesmos. Ou seja, por meio das palavras traduzimos o que pensamos e mostramos o reflexo do que somos", avalia.
"Quem escreve pode se organizar para traduzir o que tem em mente, sem a ebulição emocional do momento. Já quem recebe o texto tem a oportunidade de ler e reler o conteúdo. Isso atenua a reação emocional e favorece uma melhor resposta para a ocasião. Para aproveitar todos os benefícios da escrita não basta simplesmente escrever uma história. É preciso estabelecer uma aliança de aprendizado com a adversidade. Nesse sentido, fazer um diário ou blog pode ajudar. A dica é que sejam escritas as experiências que tenham relevância emocional e aprendizados consistentes. Ainda que não consigamos expressar nossos sentimentos e memórias da maneira mais adequada, devemos tentar. Durante a escrita, é natural que insights aconteçam e um novo significado na direção do bem-estar seja processado", avalia o especialista.
 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

MAIS REFLEXIVO... VIVO, ACORDADO E ENERGIZADO.


Depois que ultrapassei a barreira dos 70 anos estou mais reflexivo... Os sentimentos de mágoa e rancor não têm espaço na minha maneira de ser. Acreditem!!!!!!!!!!!!! É passado.


Calma!!!!!!!!!!! Não me colocando em "redoma de vidro" - aquela peça reservada ao uso daqueles santificados - reconheço que terei muita coisa para prestar contas: - Na dualidade que existe, combati com gestos ou palavras; procurei ser autêntico, sincero e leal em meus propósitos, tive momentos de ilusão, desilusão e fraquezas, alegrias e tristezas. Tantos medos, tanta coisa travada, tanta rejeição, tantas coisas e dores difíceis de explicar... Ainda carrego, por dentro, farpas que nem Freud explica. Tive a humildade de pedir desculpas quando estava errado. Assumi atitudes ousadas: mudei e aprendi.

Para mim os verdadeiros dias de festa são queles em que venço uma tentação... Atiro para bem longe de mim o  medo, a maldade ou a inveja. Momentos houve em que me considerei um verdadeiro "desastrado" e apesar de, em determinadas ocasiões, ter enveredado por caminhos tortuosos, não me desviei do bom caminho.

Continuo não me rendendo a coasão e, não me submeto a constrangimento imposto que deponha contra meus princípios ou signifique coação moral ou pressão psicológica de qualquer natureza.  A minha resposta é o silêncio.

Em síntese a minha vida prossegue sem grandes oscilações na certeza de que o maior prêmio é a consciência tranquila do dever cumprido.


Sou grato a Deus por estar vivo, acordado e energizado.

domingo, 12 de junho de 2011

POEMA SINTÉTICO


Vida
Luz
Paz!
Amores
Conquistas
Paixões...




sexta-feira, 10 de junho de 2011

SIPLESMENTE PARA MEDITAR...

Para melhor visualizar clique na figura.


Não escutei! Isto é conversa de um septuagenário. Concordo. Mas convenhamos em nossas vidas há sempre um amanhã com a promessa de coisas melhores ou de alguma realização. Caso contrário, seríamos orientados sobre onde ir e o que fazer... Tantos desafios... Que cada problema enfrentado deve ser considerado como uma oportunidade de crescimento.

Sem sombras de dúvidas na condição de septuagenário é chegada a hora de me superar e tentar envelhecer com dignidade. Ser idoso não é mérito. Pintam-me como caquético, desprezado como força de trabalho, considerado ultrapassado. Não posso furtar-me de deixar a seguinte pergunta. Pergunta que não precisa ser respondida: - É injustiça ou discriminação o deixar de reconhecer os tesouros de sabedoria que os idosos são detentores. Mas como não tenho "marca registrada" e não faço parte de nenhuma classe dominante ou do socialite vou vivendo a minha vida atento para as palavras encontradas na Bíblia em MATEUS 7:6:
1 Não julgueis, para que não sejais julgados.
2 Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
3 E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.
6 Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.

Plantei um árvore, fiz um filho e escrevi livros... Desejo ser tão somente cabeça boa e sem perder a minha indidualidade... viver o presente, o passado e o futuro... esquecendo os preconceitos que são o bom senso dos poucos inteligentes.

Como disse Caio Mário - 400 anos c.C. "Cada um é o artesão do seu destino". Que fique pois a lição deixada por aqueles que na vida combatem o bom combate.
Consideremos a vida como uma grande viagem e os nossos pensamentos como o itinerário.
Já notou como é difícil viver neste mundo?
Acreditemos na vida!


sábado, 4 de junho de 2011

BRAÇAL...

"O Braçal 1º BG é o símbolo maior da responsabilidade no cumprimento das missões, ostentá-lo representa, antes de tudo, o dever de cumprir e de fazer cumprir com esmero e abnegação, as normas e regulamentos, com firmeza, educação, coragem, disciplina e energia, quando se fizer mister. Servir à Pátria em qualquer Organização Militar do Exército é uma honra. 
Todo militar que recebe o 'Braçal 1º BG' deve manter e honrar as tradições que ele encerra com a consciência de um soldado de elite".

Tive a oportunidade de no dia 3 de junho, na sede do 1º BG, em São Cristovão, Rio de Janeiro, participar da solenidade de entrega do Braçal aos Recrutas 2011 desfrutando da companhia fraterna e amiga da Presidene do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (InBrasCI) - Acad. Com. Marilza A. Castro e do do Orador da Loja Maçônica Marquês do Herval nº 1624 -  Eminene Irmão João Pereira Leite.
UM POUCO DE HISTÓRIA.

O 1º Batalhão de Guardas criado 1823 por D. Pedro I foi formado com uma estrutura semelhante a um Batalhão de Caçadores. Seu primeiro comandante foi o Barão de Magé. Com a abdicação de D. Pedro I, foi implementada uma reorganização das tropas do Império e por um decreto de 1831 o Batalhão do Imperador foi extinto. Em 1933, Getúlio Vargas decide criar o Batalhão de Guardas (BG), norteado pelos mesmos princípios do passado e legitamando-o como o herdeiro legítimo das tradições do Batalhão do Imperador. Em 1960 com a criação de Brasília, o BG enviou para a capital federal um núcleo para a formação do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) e manteve-se firme no tradicional bairro de São Cristovão que tanto marca sua história, com a denominação de 1º Batalhão de Guardas até os dias atuais.
Garantir com excelência o cumprimento das missões requer uma estrutura física e logística, apoio e manutenção.
Toda esta organização é encontrada muito bem disposta no 1º Batalhão de Guardas que, atualmente, tem como Comandante o Ten. Cel. Alfredo de Andrade Bottino.

Nas duas oportunidades que convivi com o 1º Batalhão de Guardas foi possível constatar a dedicação daqueles militares que com  "profissionalismo", num clima de amizade e consideração, mantêm vivas as tradições do 1º BG.

 


A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor.
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

HUMILDADE & HUMILHAÇÃO



Publicado em


Humildade & Humilhação

Um das máximas tradicionais estabelece uma abordagem metafórica do conceito de humildade na relação entre o tronco da árvore de sândalo e o machado.
"Seja como o sândalo - que perfuma o machado que o fere." - diz o ditado.
A frase enseja algumas reflexões: por um lado pode veicular a idéia de que aquele que fere alguém levará consigo, por muito tempo, a lembrança do fato, ou o sentimento de culpa, o tormento, etc. Por outro lado, a mensagem mais recorrente com que temos deparado é a da humildade: a reação do sândalo frente ao machado que o fere seria de humildade, um sentimento de nobreza, de perdão, cristão em essência.
Entretanto, existe uma tênue - mas fundamental - linha que separa os conceitos de humildade e de humilhação.
Não estaria o sândalo sendo vítima da humilhação pelo machado? Da humilhação levada às últimas conseqüências...
Naturalmente, a resposta é discutível e de difícil consenso, porém nos remete à reflexão entre essas duas contingências, de etimologia semelhante, mas de acepção diferenciada: humildade e humilhação.
É uma atitude de nobreza de caráter ser humilde de coração, mas a humilhação merece repúdio, porque esta provém da prepotência, da intolerância - condições desprezíveis por princípio.
Um ato de sincera humildade tende a revelar um caráter nobre.
Uma atitude de humilhação pode desvendar um caráter podre.
Em síntese:
Humildade, sim.
Humilhação... jamais!
©Oriza Martins

domingo, 29 de maio de 2011

CAIR E SE DECEPCIONAR...

Cair e se decepcionar faz parte do processo de amadurecimento.
Deteste as futilidades e receba a iluminação do além.

Não esqueça do Provérvio 23.9:
"Não perca tempo falando com um tolo, porque ele desprezará a sua conversa inteligente."

A  GRATIDÃO  É  UMA  VIRTUDE  QUASE  ESQUECIDA.

terça-feira, 17 de maio de 2011

ACADÊMICO CORRESPONDENTE...

Em meus escritos procuro traduzir sentimentos. Meus escritos estão longe da subserviência. Às vezes enxergo a pirâmide social invertida e, em outras ocasiões, me desgasto na confraria das boas ações e nos poemas ecoados do fundo da alma. Desta vez os escritos ecoaram em Belo Jardim - Pernambuco - resultando na indicação e aprovação para ACADÊMICO CORRESPONDENTE da ACADEMIA BELOJARDINENSE DE LETRAS E ARTES.

Diploma e Medalha.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

EU SEI



Carmen Regina mantém um blog em:
http://carmenrdias.blogspot.com/

sábado, 14 de maio de 2011

ALDRAVIA

ALDRAVIA

         O que é aldravia Trata-se de um poema sintético, capaz de inverter ideias correntes de que a poesia está num beco sem saída. Essa forma nova demonstra uma via de saída para a poesia – aldravia. O poema é constituído numa linométrica de até 06 (seis) palavras-verso. Esse limite de 06 palavras se dá de forma aleatória, porém preocupada com a produção de um poema que condense significação com um mínimo de palavras, conforme o espírito poundiano de poesia, sem que isso signifique extremo esforço para sua elaboração.

Meus três primeiros passos na aldravia...

Doce
desejo.
Querer
ardente.
Cegos
sentimentos.

Morena
faceira
corres
esbelta
esguia
charmosa.


Amor
Presença
Carinho
Sorriso
Me
abraça.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE...

Publicado em http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/1433/a-grama-do-vizinho-e-mais-verde

Autora: Carolina Arêas 

Lembro da primeira vez que uma cliente minha confessou que perdia horas e horas checando os perfis alheios no Facebook. Ela deprimia-se diante da felicidade dos outros, estampada em fotos e frases de quem parecia viver a vida ideal 24 horas por dia. Fiquei mais surpresa ainda ao receber, não muito depois, outras confissões bem similares. Mais pessoas se sentiam absolutamente infelizes por não terem 500 amigos em sua lista ou por não receberem tantos comentários assim ao postarem uma foto ou uma frase.
Muita gente também era remetida a um sentimento esquisito de mediocridade por não ter uma vida tão interessante quanto a que os outros usuários desta rede social parecem ter. Parecem ter. Quem disse que tem? Facebook e afins são reflexos de uma época que soma duas coisas: acesso fácil à tecnologia e um mundo de aparências, no qual "ter" e "parecer" são mais importantes do que "ser".
A psicóloga Mariana Lauria de Oliveira esclarece que não há como negar que a tecnologia digital trouxe uma nova configuração aos hábitos e costumes. Então, segundo ela, devemos refletir sobre a maneira como esta ferramenta vem sendo utilizada. "Através das mídias sociais cria-se a ilusão da satisfação plena, de maneira compulsiva, tanto para quem busca informações quanto para quem divulga. É um sistema de retroalimentação, no qual as pessoas querem saber mais e mais sobre aqueles que querem expor cada vez mais também", explica.
Como acontece com Cacau Oliveira, que confessa ser viciada em Facebook e não deixa de postar cada coisa que realiza no dia-a-dia. Está tudo lá: se chegou ao trabalho, se foi à ginástica, o que comeu no almoço, as fotos tiradas no fim de semana pelo celular e postadas imediatamente no Facebook. E como se já não fosse pouco, escreve as mesmas coisas no Twitter. "Gosto de publicar para ter um retorno em comentários e aprovações. Me sinto popular assim", comenta.
Mariana explica este tipo de comportamento: "a maneira como as pessoas se mostram em seus posts é a forma como se relacionam também fora das mídias sociais. Assim, tendo um pouco mais de senso perceptivo, é possível diferenciar aqueles que são mais depressivos, fúteis, superficiais, egocêntricos, etc.", completa a psicóloga.
A felicidade que pode ser ilusória
Do outro lado da moeda de pessoas exibicionistas como Cacau, estão aqueles que se deixam impressionar por estes excessos. É tanto encontro com amigo, tanto post comentado, tanta foto de momentos maravilhosos, frases de quem vive sempre de bem com a vida, que algumas pessoas começam a se perguntar: "por que só eu não vivo esta felicidade contagiante todos os dias da semana?".
Com uma certa vergonha, a contadora Lygia Menezes confessa: "Tem pessoas no meu Facebook que publicam fotos e comentários quase que 24 horas por dia e só mostram uma euforia e uma felicidade magníficas. Em alguns momentos eu me pergunto o que ando fazendo de errado na minha vida para não conseguir ser assim também. É tanta felicidade exposta o tempo todo que eu - que fico triste, cansada, mal-humorada - começo a me achar um bicho estranho e cheio de problemas".
Segundo a especialista, a postagem de fotos e frases é um ato de responsabilidade de cada um e, desta forma, a pessoa pode mesmo estar exibindo uma realidade ilusória, mostrando somente aquilo que pode ser interessante mostrar. "No entanto, a ilusão de felicidade criada na rede é tão estática como a tela do computador", pondera ela.
Na época que o Orkut era mais popular, a atriz Monica de Souza experimentou várias vezes este sentimento de inferioridade ao visitar as páginas dos amigos na rede social. "Sempre que me sentia chateada, eu me pegava quase que inconscientemente navegando pelas páginas de desconhecidos ou, especialmente, de amigos de tempos passados. Ficava admirando como as pessoas estavam bem encaminhadas, felizes, como tudo deu certo para elas e, ao mesmo tempo, me sentia cada vez menor, já que nada dava certo para mim e eu não estava naquele estado bonito de felicidade", conta ela que agora está em outro momento de vida, bem mais feliz, e não cultiva mais este hábito.
Não caia na armadilha da internet
Mesmo quem tem uma vida que considera satisfatória e momentos de felicidades constantes e reais, pode em algum momento cair nesta armadilha, como aconteceu com a advogada Andressa Soares. "Lembro-me de sentir frustração - e até inveja - numa vez em que vi o álbum um amigo, com fotos ao redor do mundo. Ele é o que ainda não consegui me tornar: diplomata. Fiquei numa dialética de sentimentos ruins, entre a inveja e a autopiedade. Resolvi não tornar a ver os registros dele, porque senti vergonha daquela sensação", diz a advogada.
"Acho que as pessoas caem nessas armadilhas porque ficam à procura de algo que elas supõem que seja perfeito, só que tal perfeição não existe. O mais difícil é encarar o que não é perfeito, a vida fora da internet, e isso requer muito trabalho. Lidar com a frustração não é fácil, é preciso ter amadurecimento emocional", analisa a psicóloga.
Ainda nas palavras de Mariana, o que se observa é que, no fundo, uma rede de amigos consideravelmente grande e a necessidade de expor de maneira exagerada que é feliz, oculta indivíduos solitários no dia-a-dia, que se abstêm da exposição que uma relação interpessoal real exige. "Acredito que seja uma tendência do contemporâneo, a noção de tempo cada vez mais acelerada, de relações cada vez mais superficiais e indivíduos cada vez mais isolados", esclarece a psicóloga.
As ferramentas sociais fazem parte do mundo moderno, não há como negar. Saber usá-las com sabedoria e moderação talvez seja a chave para o futuro. O contato pessoal ainda é mais importante e satisfatório do que saber através do Facebook que seu amigo chegou atrasado no trabalho, o que sua vizinha comeu no café da manhã ou a opinião do seu colega de trabalho sobre o capítulo da novela que ainda está sendo exibido. Assim como também é ilusória a ideia de que as pessoas vivem naquele país das maravilhas que elas mostram online.
Que tal desconectar-se um pouco do seu Facebook? Se o dia está lindo lá fora pode ser um convite para um passeio ao ar livre. Quem sabe no caminho você não encontra um amigo, dá um abraço de verdade nele e sentam para um café e um bate-papo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

CAMINHOS...

CAMINHOS...

O vocabulário
de minha vida
tem várias palavras...

Algumas escondidas
são lembranças...
várias saudades..

Os anos passaram...
por longos caminhos
vários atalhos...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

DIVULGAÇÃO...

Convite recebido da Academia de Letras do Brasil - Mariana

(Melhor visualizar clique no convite)





quarta-feira, 20 de abril de 2011

PRECONCEITOS... REFLITA... EVITE...

Publicado em http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/1363/preconceitos-sutis-no-dia-a-dia

Preconceitos sutis no dia-a-dia.  Reflita e evite programações venenosas em seus pequenos atos

por Alexey Dodsworth(*)

Eram 7 horas da noite, horário de pico de uma tradicional academia paulistana de classe média-alta. Eu corria na esteira e - repentinamente, não sem susto - dei-me conta de algo que não tinha percebido antes: a absoluta ausência de pessoas de cor negra na academia. A situação não me chamaria a atenção se eu estivesse malhando na Dinamarca, mas considerando que eu a) estava no Brasil e b) me encontrava numa cidade de pessoas de todas as cores, achei aquilo no mínimo inusitado. Nunca tinha me dado conta de tal coisa, apesar de malhar naquele lugar há meses. E, de repente, fez-se a luz: não havia negros no local. Nem um pra contar história.

Meditativo, ainda que numa velocidade de 8,5 km/h, pus-me a pensar nas possíveis razões da ausência de pessoas negras em minha academia. Teriam elas menos dinheiro para poder gastar num lugar tão caro? À parte os faxineiros de pele escura, todos os presentes naquele lugar tinham a pele branca ou, no máximo, eram morenos claros.

O IBGE atesta que pessoas negras em geral ganham cerca de 40% menos do que pessoas de cor branca. A desigualdade financeira talvez explicasse aquela incômoda ausência. Talvez estivessem malhando numa academia mais barata...

Mas eis que, como que para contradizer minha percepção, um indivíduo negro adentrou o ambiente. Aleluia, pensei. Pelo menos um negro tinha dinheiro pra pagar aquela academia - o que não mudava muita coisa, já que ele era claramente exceção. Fiquei curioso e me pus a observá-lo: bem vestido, extrovertido, tinha vários amigos no ambiente, que o saudaram com vigor quando ele chegou. Nenhum parecia sequer vagamente racista. Pensei: talvez tenham razão, o preconceito é de classe, o preconceito é contra pobres (não que isso seja melhor, aliás).

Entretanto, um fato específico desmentiu completamente esta teoria de preconceito focado em classes sociais. Não sem espanto, percebi que, quando o sujeito negro (de classe média alta, pelo que podia se aventar de suas roupas) utilizava um aparelho, a pessoa que vinha depois limpava o aparelho com um pano com álcool. Este seria o procedimento correto para todas as vezes que alguém utilizasse um aparelho, e mais correto ainda seria se a própria pessoa que acabou de usar limpasse a máquina. Mas ali havia uma clara exceção: ninguém se preocupava em limpar os aparelhos quando qualquer outra pessoa os usava. Só quem merecia a "limpeza" era o negro. Quer dizer, no suor alheio podemos nos refastelar, contanto que não seja o suor do negão. E, notem bem, ele nem suava! A academia, cara que é, tem um potente ar condicionado.

Preconceito é coisa aprendida

A cena foi, para mim, um tapa na cara. O mais impressionante é que ninguém parecia estar fazendo aquilo conscientemente. Nem o próprio rapaz negro parecia se dar conta de que os aparelhos eram limpos com álcool apenas depois que ele os usava. E quem fazia isso eram seus próprios amigos. Depois de ver a coisa se repetir por mais de trinta vezes, me dei por vencido: não era paranoia minha. Os aparelhos realmente só eram higienizados por causa do negro.

Ninguém nasce racista, preconceito é coisa aprendida. Ainda que se possa argumentar que tendemos a naturalmente estranhar pessoas que apresentem características diferentes das nossas, isso não justifica a fantasia - no caso, aparentemente inconsciente - de que uma pessoa negra seja "mais suja" e demande "mais higiene" do que outras pessoas. Isso é coisa incutida desde a mais tenra infância.

Venho de Salvador. Antes de 1988 - quando o racismo foi pontualmente criminalizado - perdi a conta de quantas vezes vi pessoas negras serem alvo de termos pejorativos. Um dos mais comuns era "preto fedido". Felizmente, não vejo mais este tipo de coisa sendo dita, justamente porque ficou claro que se referir assim a alguém é crime. Mas o fato de o racismo ter sido pontualmente criminalizado não elimina o preconceito. No fundo, muita gente ainda acha que negros são inferiores, ou potencialmente criminosos, apenas recalcam o que pensam para não serem processadas. Pior ainda é quando este racismo é inconsciente. Duvido, por exemplo, que as pessoas da minha academia se vejam como racistas. Seus movimentos "higienizadores" eram automáticos, inconscientes. Eu mesmo não teria me dado conta da coisa, se não estivesse muito atento e refletindo sobre tais questões.

Papel educativo da criminalização

O caminho dos Direitos Humanos não se alcança através de criminalizações, e sim da educação. Mas uma coisa não exclui a outra, e concebo perfeitamente o papel educativo de uma criminalização. Se pontuamos que uma coisa é crime, isso fica mais claro. E sou testemunha de que a criminalização do racismo pode até não ter acabado com o racismo, mas diminuiu sua intensidade.

Evidentemente, não é possível criminalizar a atitude dos camaradas da academia. Eles mesmos sequer pareciam ter consciência do que faziam. Nem o próprio rapaz negro se tocava do que estava ocorrendo. E é em situações como esta que o Direito tem pouco a fazer, mas a Filosofia tem muito. O ato de pensar, de pensar com rigor e disciplina pode fazer com que nos demos conta de procedimentos repetitivos e programações existentes sobre as quais nunca nos demos conta."O ato de pensar, de pensar com rigor e disciplina pode fazer com que nos demos conta de procedimentos repetitivos e programações existentes sobre as quais nunca nos demos conta."

E por isso mesmo que uma educação filosófica se faz tão necessária desde cedo. Para apagar os vestígios deste racismo remanescente.

Para nos livrar da escravidão cujos grilhões acorrentam todos nós, independentemente da cor de nossas peles: a escravidão do preconceito repetido por séculos e séculos. Podemos e devemos ser maiores do que isso e dizer "não" a este insidioso senhor de engenho que habita os recônditos de nossas mentes.


(*) Astrólogo há mais de vinte anos, graduado em Filosofia e diretor técnico da Central Nacional de Astrologia. Autor das interpretações de Astrologia, Tarot e Runas do Personare. 

domingo, 17 de abril de 2011

DIVULGAÇÃO...

Marzo Sette Torres toma posse na Academia de Letras do Brasil - Mariana.

Matéria completa em: http://www.jornalaldrava.com.br/pag_alb_posse_abr_2011.htm

quinta-feira, 7 de abril de 2011

DEUS E NEGÓCIOS

Deus e negócios

Artigo - Deus e negócios - 25/7/2001 Revista EXAME

 
Dá para misturar espiritualidade e riqueza?
A consultora americana diz que sim. E que isso é bom e ajuda a melhorar a motivação e a produtividade nas empresas
Por Suzana Naiditch
No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
Há quanto tempo a senhora trabalha com inteligência espiritual?
Toda a minha vida, praticamente, já que perdi a fé na religião (cristianismo) aos 11 anos de idade e sempre procurei um meio de encontrar realização espiritual fora dos domínios da religião. Meu trabalho mais recente sobre QS tem quatro anos e foi produzido ao mesmo tempo em que cientistas começaram a divulgar pesquisas que mostram uma base neurológica para as experiências espirituais e místicas.
De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Por que somente agora o mundo corporativo se preocupa com isso?
O mundo dos negócios atravessa uma crise de sustentabilidade. Suas atitudes e práticas atuais, centradas apenas em dinheiro, estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdade global, conduzindo a uma crise de liderança nas empresas e destruindo a saúde e o moral das pessoas que trabalham ou cujas vidas são afetadas por elas. Espiritualidade nos negócios significa simplesmente trabalhar com um sentido mais profundo de significado e propósito na comunidade e no mundo, tendo uma perspectiva mais ampla, inspirando seus funcionários. Nós não sabemos mais o que é realmente a vida. Não sabemos qual é o jogo que jogamos nem quais são as regras. Falta-nos um sentido profundo de objetivos e valores fundamentais. Essa crise de significado é a causa principal do estresse na vida moderna e também das doenças. A busca de sentido é a principal motivação do homem. Quando essa necessidade deixa de ser satisfeita, a vida nos parece vazia. No mundo moderno, a maioria das pessoas não está atendendo a essa necessidade.
Como se pode detectar os sintomas dessa crise na vida corporativa?
Desde o surgimento do capitalismo, há 200 anos, tudo que importa no mundo dos negócios é o lucro imediato. Isso criou uma cultura corporativa destituída de significado e de valores mais profundos. Nós apenas queremos mais dinheiro. Mas para quê? Para quem? Trabalhamos para consumir. É uma vida sem sentido. Isso afeta o moral, tanto dos dirigentes quanto dos empregados, sua produtividade e criatividade. E também afasta dos negócios preocupações mais amplas com o meio ambiente, a comunidade, o planeta e a sustentabilidade. O mundo corporativo é um monstro que se autodestrói porque lhe falta uma estrutura mais ampla de significado, valores e propósitos fundamentais. Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual.
Quais companhias a têm chamado para desenvolver trabalhos que busquem elevar o quociente espiritual de dirigentes e empregados?
Não posso citar seus nomes, mas tenho atendido a bancos, financeiras, empresas de telecomunicações, de petróleo e montadoras de automóveis. Trabalhamos juntos para adquirir a compreensão de que as atitudes e práticas existentes são insustentáveis e como as empresas podem desenvolver tanto a sustentabilidade como os serviços cultivando as dez qualidades do quociente espiritual (veja quadro na pág. 79)
A senhora poderia citar exemplos de companhias ou empresários que estejam buscando mais sentido em seu trabalho?
Há muitos exemplos. Mats Lederhausen, o vice-presidente de estratégia global do McDonald's, é um deles. Sua função na empresa é ser a voz de protesto e consciência, sacudindo as pessoas, agitando o barco. Ele iniciou projetos como a distribuição gratuita de vacinas antipólio na África, a luta contra plantações geneticamente modificadas, o uso de gaiolas maiores para galinhas e um trabalho para restaurar ecossistemas danificados.
Outro exemplo é a Amul, empresa da Índia que distribui para o Estado de Gujarat o leite de 10 000 cooperativas. A Amul compra todos os dias o leite de camponeses que possuem apenas uma vaca, permitindo que indivíduos pobres possam competir com grandes fazendeiros. O Banco de Desenvolvimento da Ásia se dedica à erradicação da pobreza com programas de micro-crédito para pessoas muito pobres.
A British Petroleum adotou um novo slogan, "Além do Petróleo", e está colocando o grosso de seus fundos de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias energéticas alternativas, menos agressivas ao meio ambiente. John Browne, o CEO da companhia, conseguiu aumentar o valor das ações enfatizando relações de longo prazo entre sua empresa e a sociedade.
Como é o líder espiritualmente inteligente?
É um líder inspirado pelo desejo de servir, uma pessoa responsável por trazer visão e valores mais altos aos demais e por lhes mostrar como usá-los. É uma pessoa que inspira as outras. Gente como o Dalai Lama, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi. No mundo dos negócios, Richard Branson, da Virgin, é um líder espiritualmente inteligente. Ele está muito preocupado com o meio ambiente e a comunidade. É muito espontâneo, tem visão e valores, tem perspectivas amplas.
Como se pode desenvolver a inteligência espiritual?
Tomando consciência das dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes e trabalhando para desenvolvê-las. Procurando mais o porquê e as conexões entre as coisas, trazendo para a superfície as suposições que fazemos sobre o sentido delas, tornando-nos mais reflexivos, assumindo responsabilidades, sendo honestos conosco mesmos e mais corajosos. Tornado-nos conscientes de onde estamos, quais são nossas motivações mais profundas. Identificando e eliminando obstáculos. Examinando as numerosas possibilidades, comprometendo-nos com um caminho e permanecendo conscientes de que são muitos os caminhos.
De que forma as pessoas espiritualmente inteligentes podem beneficiar as corporações?
As pessoas com QS elevado querem sempre fazer mais do que se espera delas. Algo para além da empresa. Quem trabalha unicamente por dinheiro não faz o melhor que pode. Nas empresas em que se busca desenvolver espiritualmente os funcionários, a produtividade aumenta porque eles ficam mais motivados, mais criativos e menos estressados. As pessoas dão tudo de si quando se procura um objetivo mais elevado. Se as organizações derem espaço para as pessoas fazerem algo mais, se souberem desenvolver em cada indivíduo sua inteligência espiritual, terão mais resultados e mais rapidamente.
A senhora diz que o capitalismo como se conhece hoje está com os dias contados, mas que um novo capitalismo está nascendo. Como ficam as empresas com essa nova perspectiva?
Está surgindo um novo tipo de empresa. É uma empresa responsável. No novo capitalismo sobreviverão as companhias que têm visão de longo prazo, que se preocupam com o planeta, em desenvolver as pessoas que nelas trabalham. Que se preocupam, sim, com o lucro, mas que querem ganhar dinheiro para desenvolver as comunidades em que atuam, proteger o meio ambiente, propagar educação e saúde.
 
Você é espiritualmente Inteligente?
Conheça as dez qualidades essenciais de quem chegou lá
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios. Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10. Têm compaixão

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Autor: Ian Marshall, Danah Zohar
Editora: Record
IBSN: 8501057908
Número de páginas: 352


quarta-feira, 6 de abril de 2011

O SUCESSO É OFENSA PESSOAL...

No Brasil, o sucesso é ofensa pessoal (Tom Jobim)

Leia matéria no link:
http://telecotreco.blogspot.com/2008/06/no-brasil-o-sucesso-ofensa-pessoal-tom.html

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Ver também:

segunda-feira, 4 de abril de 2011

... COM GENTILEZA E CLASSE ...

Texto de Meire Galvão